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     FAZER SEXO É...

       1. Altamente necessário  2. Pouco necessário  3. Não necessário  4. Puro impulso  5. Puro instinto        

       6. Um estímulo racional  7. Irracional  8. Ter medidas  9. Vale tudo  10. Fantasia  11. Fetiche               

       12. Só a dois  13. Bom a três  14. Melhor com mais do que três  15. Se masturbar                                

       16. Imaginar transando com alguém  17. Usar objetos na relação  18. Ser carinhoso  19. Ser        agressivo   

       20. Satisfazer a parceria  21. Só entre homem e mulher  22. Entre homens  23. Entre mulheres             

       24. Ser heterossexual  25. Ser homossexual  26. Ser transexual  27. Fazer amor  28. Não fazer amor  

       29. Só com amor  30. Não depender do amor  31. Do demônio  32. De Deus  33. Do nada                   

       34. Ter que ter orgasmo  35. Acariciar o sexo de alguém 


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Luiz Antonio Tabet Cruz

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VALE UMA REFLEXÃO

Somos a exteriorização dos nossos conteúdos – condicionados não reflexionados e os discernidos que ganham com a reflexão. Fórmulas não existem por conta destes que são complexos e que nos diferenciam uns dos outros.

A medida do necessário no sexo depende, possivelmente, do que fazemos com as nossas energias. Uma vida de atividades distribui tais energias. A racionalidade é um recurso do pensamento que intensifica vontades, mas não se pode deixar de lado nossa condição instintiva por dependência, o que é um estímulo natural.

O que fazemos com a ferramenta “sexo” pode viabilizar descontrole e aparecimento do que não conhecemos em nós, podendo revelar um primitivismo inconsciente e, logo dominador. Todos os recursos que se intenciona usar para realizar sexo ou mesmo apenas pensar nele podem criar dependência e supressão de uma energia que pede passagem para uma naturalidade isenta de artifícios.

Nossa cultura poderia focar o sexo como um ato a se dar com o melhor que possamos agregar para torná-lo imbuído de segurança, de atmosfera sensitiva e emocional harmonizadora etc., mas esta forma de agregação que poderia significar “amor” perde sua essência quando destituída do que podemos ainda chamar de romantismo relacional – o que se tornou “careta” nos dias de hoje.

Atualmente, dizer que, “fazer sexo é fazer amor”, não se compatibiliza culturalmente pela diferenciação de conceitos. O sexo sofre acometido pela banalização e é a energia sexual com seu valor construtivo que se esvai pela forma como esta vem sendo usada.

Falar de sexo não é necessariamente falar de amor, mas podemos fazer sexo com amor. São muitos os mistérios, poucos discernimentos, e a existência da falta de consciência geral pode ser um fato.


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